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Guitarristas Mano a Mano apresentam este mês em Lisboa livro-disco inspirado em Lourdes Castro
Time:2022-03-03
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Guitarristas Mano a Mano apresentam este mês em Lisboa livro-disco inspirado em Lourdes Castro

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Guitarristas Mano a Mano apresentam este mês em Lisboa livro-disco inspirado em Lourdes Castro

O espetáculo, que acontece no Centro Cultural de Belém, terá cenografia do Ponto Atelier e conta com uma performance do professor da prática física Movement Tiago Martins, de acordo com o agenciamento dos músicos, num comunicado hoje divulgado.

“Trilogia das Sombras”, editado em abril do ano passado, é o resultado de uma ‘semente’ plantada em 2019, num concerto que os dois guitarristas, e irmãos, enquanto Mano a Mano, fizeram no Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal.

“Desafiámos uns arquitetos amigos nossos para fazerem a cenografia, os Ponto Atelier, que, inspirados pelo [livro] ‘Grande Herbário de Sombras’", de Lourdes Castro, “usaram como pano de fundo uma série de plantas por detrás da tela”, recordou André, numa entrevista de ambos à agência Lusa, em abril.

Foi nessa altura que os dois começaram a “conhecer um bocadinho melhor a obra” da artista, sua conterrânea da Ilha da Madeira, e ficaram “com vontade de ir mais a fundo", de “trabalhar através da obra da Lourdes”, e deixarem-se “inspirar”.

Quando Lourdes Castro morreu, em janeiro de 2022, aos 91 anos, decidiram que era altura de avançarem com a ideia. “Até porque já íamos tarde”, disse.

Os dez temas que compõem “Trilogia das Sombras” foram inspirados na obra, “mas também na vida" de Lourdes Castro, daquilo que os dois foram “conhecendo através de outras pessoas”, referiu Bruno.

O documentário “Pelas sombras”, de Catarina Mourão, do qual foi retirado um excerto, em que se ouve a voz de Lourdes Castro, usado no tema “Murmúrios do mar embalam os calhaus”, e José Tolentino de Mendonça, que conheceu a artista e “tem muita coisa escrita sobre ela”, foram cruciais.

A dada altura perceberam que editar “Trilogia das Sombras” como um “disco convencional” seria redutor, como afirmam.

“Fomos falando nesta possibilidade do livro de artista, que era uma coisa que a Lourdes fazia, em que bordava coisas, colava coisas, pintava coisas. Começámos a pensar nisso como hipótese e foi quando desafiámos a Carla Cabral, uma artista plástica madeirense que adora a obra da Lourdes Castro, a conceber este pequeno livro”, contou Bruno.

Nessa fase, volta a entrar o cardeal José Tolentino de Mendonça, nomeado em 2022, pelo Papa Francisco, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, que, tal como André e Bruno Santos e Lourdes Castro, também é originário da Ilha da Madeira.

Em “Trilogia das Sombras”, Tolentino de Mendonça participa “emprestando algumas palavras que já tinha escrito sobre a Lourdes e escrevendo também um texto que faz parte do livro-disco”.

“Enviei-lhe uma canção, dizendo que imaginava a voz dele, não sabia a fazer o quê, num determinado momento da canção. E ele retribuiu, com o poema, ‘Lourdes Castro, Rua da Olaria’, que recita, e sugeriu até o nome do tema, ‘Uma espécie de pacto’”, contou André.

O álbum é uma edição de autor que conta com o apoio da Câmara Municipal do Funchal e do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores.

Imagens pornográficas falsas de Taylor Swift criadas por IA causam indignação

Uma dessas imagens já foi vista mais de 47 milhões de vezes na rede social X, onde de acordo com os ‘media’ norte-americanos permaneceu durante mais de 17 horas antes de ser excluída, noticiou esta sexta-feira a agência France-Presse (AFP).

Imagens pornográficas falsas [deepfakes, na expressão em inglês] de mulheres famosas, mas também dirigidas a muitas pessoas anónimas, não são novidade.

Mas o desenvolvimento de programas generativos de IA corre o risco de produzir um fluxo incontrolável de conteúdos degradantes, segundo muitos ativistas e reguladores.

O facto de tais imagens afetarem desta vez Taylor Swift, segunda entre os artistas mais ouvidos do mundo na plataforma Spotify, poderá, no entanto, ajudar a sensibilizar as autoridades para o problema, perante a indignação dos seus milhões de fãs.

“O único ‘ponto positivo’ de isto acontecer com Taylor Swift é que ela pesa o suficiente para que seja aprovada uma lei para eliminar isto”, sublinhou no X Danisha Carter, influenciadora com várias centenas de milhares de seguidores nas redes sociais.

O X é conhecido por ter regras menos rígidas sobre nudez do que o Instagram ou o Facebook.

A Apple e a Google têm o direito de controlar o conteúdo que circula nas aplicações através das regras que impõem aos seus sistemas operativos móveis, mas toleraram esta situação no X, até agora.

Num comunicado de imprensa, o X garantiu que tem “uma política de tolerância zero” relativamente à publicação não consensual de imagens de nudez.

A plataforma declarou que estava “a remover todas as imagens identificadas” da cantora e “a tomar as medidas necessárias contra as contas que as publicaram”.

Representantes da cantora norte-americana ainda não comentaram esta situação.

“O que aconteceu a Taylor Swift não é novo, as mulheres têm sido alvo de imagens falsas sem o seu consentimento durante anos”, lembrou a congressista democrata Yvette Clarke, que apoiou uma lei para combater o fenómeno.

“Com os avanços na IA, criar estas imagens é mais fácil e barato”, lembrou.

Um estudo realizado em 2019 estimou que 96% dos vídeos ‘deepfakes’ eram de natureza pornográfica.

De acordo com a revista Wired, 113 mil desses vídeos foram carregados nos principais sites pornográficos durante os primeiros nove meses de 2023.

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